
quarta-feira, 15 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
Trabalho em Bali
Bali: terra de mandinga forte
Adeus, adeus
Para terminar nossa visita a Surabaya, o Caca deu uma aula de capoeira que arrancou aplausos de todos no shopping center (no dia seguinte ao batizado). Foi dificil a despedida naquele dia. A noite, fizemos um jantar para a viagem de volta do pessoal do Timor Leste. Eles agora sao parte da nossa familia e nos despedimos com um "ateh breve", em portugues mesmo. Na segunda, uma reuniao final com o pessoal de Surabaya. Conversamos muito sobre capoeira e cultura brasileira. Todos agora tem uma meta: conhecer o Brasil. A parte de Surabaya terminou por enquanto. Mas fomos convidados pelo Noko (Tarzan), nosso grande amigo, a dar um pulo (ou uns pulos) em Bali. Depois, o Mestre Ousado pediu tambem para irmos a Jakarta. O BRASIL VISITA continua, agora em outras cidades da Indonesia. Terimah kasi, Surabaya.
Ouvindo o berimbau pela primeira vez
Aih, comecamos a tocar os berimbaus e o pandeiro. Foi inacreditavel. Aqueles seis gatos pingados se transformaram em mais de 100 pessoas. A esquininha ficou parecendo uma praca, o transito parou. As pessoas comecaram a interagir, bater palmas, responder ao coro. Algumas senhoras mais ousadas chegaram a ensaiar uns passinhos de samba.
sábado, 4 de abril de 2009
Eu sou angoleiro
Na manha do evento, os indoneses tiveram mais uma aula de capoeira angola. Professor Marcelo pegou uma turma grande e, com a ajuda do Caca e do Cabeleira, deu uma grande aula. Muita movimentacao, muito ritmo e, principalmente, muita conversa sobre fundamentos e tradicao. Mestre Ousado tambem estava presente, observando e ajudando no pandeiro. Ao final, o Marcelo decidiu terminar a aula com uma roda. E foi uma bela roda, com muita energia, onde todos participaram.
Capoeira, maculele e samba no shopping center (mall)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Um mosqueteiro a menos
Os tres mosqueteiros eram, na verdade, quatro. E nos tambem. Comecamos a viagem como quatro pessoas e achamos que era assim que terminariamos. Mas o Sorriso (Andre) teve que nos deixar. Problemas familiares e inadiaveis o fizeram voltar ao Brasil antes da hora. Aqui, eles fez o que devia: ajudou a mostrar aos indoneses nossa cultura e cativou muita gente desse lado do mundo. Boa sorte, irmao. Estamos juntos.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Silat: o pau quebra na Indonesia
Muitos acham que a capoeira eh uma das unicas lutas do mundo com musica (alem da Ladja, lah na nossa America Central). Viemos achar outra aqui. O silat, que eh impressionante.
Dificil descrever a luta. Eh claramente oriental, parente de um Kung Fu. Em alguns momentos, usa chutes, saltos e socos. Em outros, torcoes e quedas. Tambem usa facas e bastoes.
Tres tambores (como nossos tres berimbaus) acompanham os lutadores, mas ao contrario da capoeira, nao sao os tambores que impoem o ritmo aos lutadores. Eh o ritmo deles que os tambores tem que acompanhar.
Vimos uma demonstracao em uma escola bem simples em um bairro pobre. Eram apenas criancas. Mas lutavam como gente grande. Uma menininha em especial (ficamos sabendo bem depois que era uma campea nacional) fez com que a gente nao tirasse os olhos da luta. Movimentos precisos, perigosos, duros- mas de extrema beleza. O professor estava tenso e feliz ao mesmo tempo, por apresentar sua luta aos estrangeiros brasileiros. Os brasileiros ficaram perplexos ao verem aquela demonstracao de disciplina e amor aaquilo que eles fazem. E os lutadores ficaram de boca aberta ao verem quatro estrangeiros pela primeira vez.
Pediram para que tocassemos um pouco os tambores. E lah fomos nos. Um pouquinho de congo, ijexa, batidas de samba e para acompanhar a capoeira. Aih, veio outro pedido: que mostrassemos um pouquinho da capoeira. Estavamos de bermudas, cansados e nao estavamos esperando por aquilo. Mas fomos recebidos com tanto carinho que nao pudemos negar. Expressoes de admiracao, palmas e a palavra Brasil sendo dita a todo momento. O professor nos disse que aqui na Indonesia o Silat nao eh assim tao valorizado e que gostaria de fazer exibicoes fora da Asia. Quem sabe um dia nos nao vemos o Silat na nossa terra.
OBS: AS FOTOS REFERENTES A ESTA POSTAGEM FORAM PERDIDAS, O QUE NOS DEIXOU MUITO CHATEADOS. PROBLEMAS TECNOLOGICOS.
Dificil descrever a luta. Eh claramente oriental, parente de um Kung Fu. Em alguns momentos, usa chutes, saltos e socos. Em outros, torcoes e quedas. Tambem usa facas e bastoes.
Tres tambores (como nossos tres berimbaus) acompanham os lutadores, mas ao contrario da capoeira, nao sao os tambores que impoem o ritmo aos lutadores. Eh o ritmo deles que os tambores tem que acompanhar.
Vimos uma demonstracao em uma escola bem simples em um bairro pobre. Eram apenas criancas. Mas lutavam como gente grande. Uma menininha em especial (ficamos sabendo bem depois que era uma campea nacional) fez com que a gente nao tirasse os olhos da luta. Movimentos precisos, perigosos, duros- mas de extrema beleza. O professor estava tenso e feliz ao mesmo tempo, por apresentar sua luta aos estrangeiros brasileiros. Os brasileiros ficaram perplexos ao verem aquela demonstracao de disciplina e amor aaquilo que eles fazem. E os lutadores ficaram de boca aberta ao verem quatro estrangeiros pela primeira vez.
Pediram para que tocassemos um pouco os tambores. E lah fomos nos. Um pouquinho de congo, ijexa, batidas de samba e para acompanhar a capoeira. Aih, veio outro pedido: que mostrassemos um pouquinho da capoeira. Estavamos de bermudas, cansados e nao estavamos esperando por aquilo. Mas fomos recebidos com tanto carinho que nao pudemos negar. Expressoes de admiracao, palmas e a palavra Brasil sendo dita a todo momento. O professor nos disse que aqui na Indonesia o Silat nao eh assim tao valorizado e que gostaria de fazer exibicoes fora da Asia. Quem sabe um dia nos nao vemos o Silat na nossa terra.
OBS: AS FOTOS REFERENTES A ESTA POSTAGEM FORAM PERDIDAS, O QUE NOS DEIXOU MUITO CHATEADOS. PROBLEMAS TECNOLOGICOS.
Universidades: convidados de honra
Cerimonia emocionante
Depois da aula do Marcelo (na verdade, no intervalo para o almoco), vivemos mais um momento de grande emocao aqui na Indonesia. O espaco onde acontecem as aulas de capoeira do Zungu precisava ser inaugurado oficialmente de acordo com as tradicoes indonesas. E eles fizeram isso especialmente para a gente. Um sacerdote indones trouxe comidas abencoadas e cheias de significados. Alem disso, um pote de barro cheio de carvao e incenso estava defumando o ambiente. O homem, vestindo um tradicional batik (indones) e com seu kopyah/songkok (muculmano) pediu que todos se sentassem em roda e se juntou a nos. Comecou a rezar e todos respondiam. Foi incrivel, porque nao entendiamos as palavras mas podiamos compreender tudo. O nomedo Brasil e da Escola Cultural Zungu Capoeira foi repetido algumas vezes e o nome do Professor Caca mais ainda. Eh muito dificil descrever a emocao daqueles minutos. Ateh um dos alunos, que se diz ateu, estava rezando fortemente por nos. Ao final, nos traduziram o que ja sabiamos: o homem estava abencoando aquele espaco, pedindo protecao e sucesso. E tambem orando fortemente pelo Professor Caca e por sua jornada na capoeira e na vida. O arroz de um dos pratos formava uma piramide e o primeiro pedaco (o topo da piramide) foi oferecido ao Caca, com um simbolismo facil de compreender: que a casa estava sendo entregue a ele. Depois, os outros tres brasileiros (Cabeleira, Sorriso e Marcelo) foram servidos. Viajar ao outro lado do mundo para mostrar a capoeira e a nossa cultura jah eh um privilegio, conquistado com muito trabalho. Soh nos sabemos as dificuldades que encontramos pelo caminho e por aqui tambem. Ter uma cerimonia religiosa feita para abencoar apenas uma pessoa e o nosso trabalho foi mais um motivo para agradecer (nesse caso, rezando).
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